Alimentação fora do lar Alimentação A escolha do tempero certo para o prato

O Publisher do Portal Alimentação Fora do Lar, Antonio Carlos De Faria, traz dicas e informações importantíssimas para a escolha do tempero certo para a elaboração de cada prato. A seguir você conhecerá mais de vinte ingredientes e seus respectivos benefícios, bem como os pratos correspondentes:

Descubra o valor nutricional de cada carne, os cuidados ao comprar, manusear, corte correto, receitas práticas e técnicas de preparação.   Aprender sobre o valor nutricional de cada tipo de carne, os cuidados que deverão ser tomados na compra e no manuseio deste produto.

Conhecer técnicas de preparação, corte correto, e receitas práticas para o consumo consciente da carne. Conhecer o leque de temperos naturais é uma garantia de renovação do sabor dos pratos.

Dependendo de suas cores, aromas e grupos, os alimentos pedem diferentes tipos de temperos.

Alecrim: tem qualidades aromáticas e medicinais. Por ter sabor forte, marcante e levemente amargo, é indicado como tempero de uma infinidade de pratos culinários.

Aipo marrom: também chamado de sal de aipo, aromatiza o sal. Usado em pratos com ovos, aves, sucos de tomate, saladas de batata, atum e cozidos.

Alho-poró: hortaliça com sabor muito semelhante ao da cebola. Utiliza-se tanto o bulbo (parte mais branca) quanto as folhas. É empregado em sopas, saladas e ensopados.

Cheiro verde: mistura da salsa com a cebolinha. Com uma pitada de louro, é utilizada para realçar o sabor de patês, molhos e cozidos.

Chili: planta da família do pimentão. Seu sabor é picante e o fruto costuma ser usado inteiro, moído ou seco. Tradicional da culinária mexicana, é muito usado em carnes.

Curry: de sabor exótico, é um dos temperos mais antigos do mundo. Mistura de várias ervas e especiarias, entre elas, curcuma, gengibre, coentro, cominho, canela, é usada em receitas com ovos, sopas, peixes, carnes e aves.

Manjerona: além de muito aromática, tem inúmeras propriedades medicinais. Pode substituir o orégano por ter aroma semelhante, embora mais requintado. É utilizado em carnes como as de porco e carneiro, queijos, ovos, aves, peixes ensopados e pizzas.

Noz-moscada: originária da Indonésia, seu sabor lembra uma mistura de canela com pimenta-do-reino. Utilizada tanto para salgados quanto para doces, pode ser encontrada em pó ou inteira para ser ralada. Deixa um sabor diferente em recheios de massas, em carnes e até em coquetéis.

Orégano: originário da Grécia, tem aroma forte e penetrante. Condimento indispensável em pizzas, molhos e outros pratos. Pode ser consumido fresco ou seco.

Pimenta branca: extraída da pimenta-do-reino. Tem sabor mais suave que a preta e é utilizada em pratos mais claros como molho branco, carnes brancas, peixes, sopas claras e maionese.

Sálvia: originária do sul da Europa. É uma erva usada na culinária como condimento para galeto, carne de carneiro, porco, queijos, tomates, recheios e pratos da cozinha italiana.

Vinagrete: mistura de vinagre, água, óleo, cebola, tomate e pimentão. Usado para temperar carnes, aves, peixes e vegetais ou como acompanhamento.

Hortelã: também conhecida como menta, foi uma das primeiras plantas medicinais conhecidas e usadas no mundo. “A erva era muito utilizada pelos árabes, que em banquetes espalhavam a erva na mesa e no chão, a fim de estimular o apetite dos convidados”, diz Rodrigo do Prado, chef e diretor do Espaço Gourmet Escola de Gastronomia, em Curitiba. “Esse povo considerava a planta sagrada por causa do perfume marcante”, acrescenta. “Nesses jantares, o chá da hortelã era servido quando todos terminavam de comer para auxiliar na digestão”, explica Priscila Rosa, nutricionista da FIT Soluções em Saúde e Nutrição, em São Paulo.

Benefícios à saúde: hortelã ajuda a combater problemas digestivos (como indigestão, cólicas, náuseas e gases, por exemplo). “Isso porque ela aumenta a secreção de sucos gástricos e melhora as contrações do estômago, fatores importantes para a digestão”, diz Priscila. “Além disso, a erva ajuda a combater dores de cabeça e nas articulações e é calmante”, enumera Paula Fernandes Castilho, nutricionista e diretora da Sabor Integral Consultoria em Nutrição, em São Paulo. “Já os óleos voláteis da planta são usados como descongestionantes nasais”, explica Priscila.

No prato: a erva vai bem com carnes, especialmente a suína e a de cordeiro; doces, como bolos e biscoitos; molhos e bebidas. Consumo diário indicado 10 folhas de hortelã.

Canela: é originária do Sri Lanka, mas utilizada há mais de 2 mil anos pelos chineses. O nome científico, cinnamomum, deriva da palavra indonésia kayu manis que significa madeira doce. Na Antiguidade, a canela era mais preciosa que ouro na Europa e chegava a ser usada para presentear monarcas.

Benefícios à saúde: o condimento diminui a absorção de açúcares pelo organismo, controlando o nível de glicose no sangue e prolongando a saciedade. Segundo estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, para obter esse efeito basta polvilhar meia colher (chá) de canela em pó nas refeições diariamente. “Ela também é antioxidante”, diz Mônica Dalmácio, nutricionista e chef do Restaurante Balanceado, no Rio de Janeiro.  “Pesquisas indicaram também que a especiaria tem propriedades antifúngicas, antibacterianas, antiparasitas e anti-inflamatórias”, enumera Paula. “E ela possui fibras que aliviam a prisão de ventre”, acrescenta. “A ação anticoagulante da canela também já foi provada. E há evidências de que o aroma do tempero estimula a função cerebral”, diz Priscila.

No prato: a canela combina com doces e bebidas. Mas também pode dar um toque especial a receitas salgadas, principalmente as que levam carnes (tanto vermelha quanto branca) e arroz. Acrescentar um pouco no preparo do quibe, por exemplo, é uma boa. “Se usá-la na forma de pó, o ideal é acrescentá-la no apenas na hora de servir o prato, pois o cozimento pode deixar a canela com gosto ligeiramente amargo”, alerta Prado. Consumo diário indicado ½ colher de café de canela.

Cravo: foi na China que ele começou a ser usado como condimento, remédio e base para elaboração de perfumes e incensos. De lá, o cravo-da-índia foi levado para a corte do imperador da ilha de Java. Conta-se que os javaneses mantinham um cravo na boca para melhorar o hálito antes de falar pessoalmente com o imperador. No século 16, as plantações da especiaria naquele país foram dominadas pelos portugueses e, em seguida, pelos holandeses. Finalmente, no século 19, a França rompeu o monopólio e passou a cultivar a planta, que se espalhou pelo mundo.

Benefícios à saúde: para combater dores de dente e inflamações na gengiva o indicado é mascar um ou dois cravos, garantem pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA). Tal efeito acontece por conta do eugenol, óleo presente no condimento. Esse hábito ainda ajuda a manter a voz saudável e previne o mau hálito. A especiaria também já se mostrou eficaz como bactericida, analgésico, digestivo e repelente de insetos.

No prato: use o cravo em bebidas, doces e salgados. Nesse último caso, é ótimo acompanhante para carnes defumadas. No Brasil ele é mais utilizado em sobremesas, por influência da colonização portuguesa. Como o eugenol tem ação bactericida, o cravo é útil para preservar e prolongar a validade de compotas e conservas. Consumo diário indicado 1 a 2 unidades de cravo.

Salsa: a planta é originária do sul da Europa e cultivada há mais de dois mil anos. Os gregos e romanos antigos a consideravam sagrada e a usavam para condecorar vencedores de competições esportivas, decorar túmulos e alimentar cavalos de guerreiros. Ao que tudo indica, foram os romanos os primeiros a utilizá-la na alimentação. No Brasil, foi introduzida pelos primeiros colonizadores portugueses e é usada como condimento ou elemento decorativo em vários pratos. Por aqui, ela se juntou com a cebolinha e formou o famoso cheiro verde.

Benefícios à saúde: estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro apontou que a salsa auxilia na prevenção da trombose porque inibe a formação de coágulos. Esse tempero também tem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias. “Alguns princípios ativos da salsa ainda combatem o câncer e doenças reumáticas”, diz Priscila. “O tempero tem ainda a capacidade de limpar o paladar”, acrescenta.

No prato: a salsa casa bem com praticamente todos os tipos de pratos e molhos. Também é muito usada ainda no preparo de sucos antioxidantes. Consumo diário indicado 1 colher (sopa) de salsa.

Noz moscada: descoberta nas Ilhas Molucas, arquipélago que faz parte da Indonésia, a noz-moscada trouxe riqueza a muitos comerciantes que a vendiam na Antiguidade. Na Idade Média, era utilizada principalmente para aromatizar cervejas e, na Itália, para perfumar ruas em dias de grandes comemorações. No início do século 18, acreditava-se que ela era capaz de curar cerca de 140 doenças.

Benefícios à saúde: Estudo da Universidade de Stanford (EUA) apontou que o condimento causa no organismo efeitos semelhantes ao antidepressivo Prozac. Para aproveitá-los basta adicionar 1/8 de colher (chá) de noz moscada na alimentação diária. “Outro benefício muito conhecido da especiaria é a capacidade de aumentar a atividade cerebral”, diz Priscila “Por isso, se você tem dificuldade de concentração, uma porção regular de noz-moscada pode ajudar”, afirma. Segundo a nutricionista, isso acontece porque o tempero melhora a circulação no cérebro. “E ainda ajuda a controlar o estresse, proteger o coração, evitar pedras nos rins e desintoxicar o organismo.”

No prato: “seu sabor lembra uma mistura de pimenta-do-reino com canela, porém mais sutil e aromático”, explica Prado. A noz moscada é bastante versátil e pode ser usada em pratos doces, molhos e diversas receitas salgadas, com verduras, carnes, aves e frutos do mar, por exemplo, além de bebidas, principalmente à base de leite. “O ideal é que ela seja moída na hora, pois a especiaria perde as suas propriedades em pouco tempo”, afirma Prado. Consumo diário indicado 1 colher (sopa) por

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