Alimentação fora do lar Alimentação Alerta: o Brasil está engordando. Especialista em nutrição explica alta incidência de...

Levantamento feito pela Secretaria de Saúde em conjunto com o Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que  52,6% da população de São Paulo está acima do peso. As mais de cinco mil pessoas entrevistadas entre 2012 e 2013 pela Secretaria na capital, região metropolitana e interior alegaram estar com sobrepeso. Os dados reafirmam que tabagismo, sedentarismo e alimentação inadequada são os principais fatores para a obesidade.

O Índice IMC superior a 25 foi para 34%

“Considerada hoje em dia uma doença crônica, a obesidade provoca ou acelera o desenvolvimento de muitas doenças, e pode causar a morte precoce. Geralmente é definida como a condição de peso 20% ou mais acima do ideal. Se o País continuar nesse ritmo, com hábitos alimentares politicamente incorretos, o mundo em desenvolvimento se aproximará dos padrões de países desenvolvidos, com maior consumo de alimentos industrializados”, ressalta o nutrólogo e fisiologista Mohamad Barakat.

Segundo dados do Overseas Development Institute (ODI), países desenvolvidos enfrentam grande índice de problemas de saúde causados pela obesidade, como colesterol alto, diabetes, câncer, além de maiores chances de doenças cardiovasculares. A pesquisa mostra ainda que o número de obesos também está crescendo no mundo todo. O Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 25 cresceu de 23% para 34% – em números absolutos, representa um crescimento de 250 milhões de pessoas em 1980 para 904 milhões em 2008, período em que foi realizada a pesquisa.

Diante desse quadro, Barakat afirma que existe apenas uma alternativa para a busca da qualidade de vida e de saúde: “Conhecendo o alto número de pessoas obesas em uma sociedade, é imprescindível um maior estímulo para a prática individualizada de atividades físicas, e o respeito às características clínicas de cada um. Mas o primeiro passo é mudar velhos hábitos. Vale lembrar que o corpo interpreta e reflete a sua atitude”, completa o especialista.

Mohamad Barakat é formado em medicina pela FAC/ABC, com residência na Unifesp/EPM e especialização em nutrologia e metabologia pela Associação Brasileira de Nutrologia  (Abran) e fisiologia do exercício pela Unifesp/EPM. Máster em fisiologia do envelhecimento e ciências do antienvelhecimento pela UNIP/SP e pós-graduado em endocrinologia pela IPEMED, membro da International Hormone Society (EUA), membro e sócio-fundador da A4M Brasil (American Academy of Antiaging Medicine) e membro-titular do International Institute of Sports Nutrition And Human Performance (EUA), membro do Programa Longevidade Saudável e fundador do Instituto de Medicina Integrada, Fisiologia e Nutrologia Esportiva Health4Life, em São Paulo.

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