Indústria da Alimentação Indústria Azeites falsos são retirados de supermercados do RJ

Agentes do Procon do Rio de Janeiro fiscalizaram supermercados de 15 bairros da capital fluminense e em municípios do Grande Rio, para retirar das gôndolas os azeites com propaganda enganosa. Recentemente, uma análise feita pela Associação de Consumidores Proteste constatou que 4 marcas não são consideradas azeites.

Marcas vendidas como extravirgem

De 19 marcas de azeite vendidas no Brasil como “extravirgem”, apenas 8 foram aprovadas dentro dessa denominação. Os fiscais também afixaram cartazes nos supermercados informando sobre azeites vendidos como do tipo virgem, mas que são de qualidade inferior. O Procon instalou processo administrativo contra os fabricantes e, se for confirmado que havia informação errada, eles serão multados.

A operação do Procon-RJ começou na segunda-feira (11/11) e mais de 50 supermercados já foram vistoriados. Quatro marcas de azeites foram recolhidas e produtos de seis marcas vendidos como extravirgens receberam cartazes para informar ao consumidor que os azeites são apenas virgens.

Segundo o diretor de fiscalização do Procon-RJ, Fábio Domingues, o consumidor ainda pode comprar o azeite nos supermercados quando tiver o aviso do Procon-RJ com as informações corretas sobre a composição do produto.

“Isso será feito até que a indústria retire e conserte o rótulo do produto. A determinação para toda a indústria é que esses fabricantes recolham todo o material e informe em seu rótulo a forma correta de apresentação”, explicou Domingues.

Azeites reprovados serão retirados do mercado

Outras sete marcas (Gallo, Borges, Carbonell, Pramesa, Beirão, La Espanhola e Serrata) foram classificados como “apenas virgens”. As únicas marcas aprovadas pela Proteste foram Cardeal, Carrefour, Olivas do Sul, Cocinero, Andorinha, La Violetera, Vila Flor e Qualitá.

A entidade afirma que irá notificar o Ministério Público, a Anvisa e o Ministério da Agricultura sobre as irregularidades encontradas. “Cabe aos órgãos reguladores avaliar esta questão e retirar do mercado esses azeites que não condizem com as normas”, afirma Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.

Metodologia utilizada nos testes

Uma das marcas classificadas como “apenas virgem”, a Borges contestou “de forma veemente a metodologia e os resultados divulgados.” A empresa afirma ter “todos os documentos oficiais que comprovam a qualidade do nosso produto” e acusa a Proteste de não divulgar informações sobre a metodologia utilizada nos testes, gerando dúvidas sobre a credibilidade do resultado.

A Proteste afirma que os parâmetros da análise foram rigorosos e divulgou que a Borges tentou censurar previamente, na Justiça, a divulgação do resultado.

Procuradas, as empresas responsáveis pelas marcas Figueira da Foz, Vila Real, e Quinta d’Aldeia não tiveram representantes localizados.

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