Indústria da Alimentação Brasil tem piores perspectivas de emprego na América Latina

Pesquisa indica que o Brasil tem 7% de tendência líquida de criar empregos – Peru tem 18%. A queda nas perspectivas trabalhistas brasileiras para o semestre está ligada ao momento das eleições. O Brasil é o país com as piores perspectivas no mercado de trabalho para o semestre na América Latina, de acordo com uma pesquisa divulgada no Panamá.

O pior desempenho na América Latina

A empresa de recursos humanos Manpower consultou 30 mil executivos da área em empresas de dez países do continente. A pesquisa indica que o Brasil tem 7% de tendência líquida de criar empregos (diferença entre empresas que pretendem aumentar o número de funcionários e as que prevêem reduções).

Esse percentual é o pior da América Latina, de acordo com a pesquisa, com margem de erro de 3,9%. “Os empregadores do país (Brasil) indicam as intenções de contratação mais fracas em comparação com toda a região das Américas, pela primeira vez desde que o estudo começou (em 2009)”, indica o relatório.

Segundo Herlinda Mendieta, gerente da Manpower e encarregada de apresentar o estudo, as causas dessa queda nas perspectivas trabalhistas brasileiras  estão ligadas ao fim da Copa do Mundo. “Para o Mundial, quem tinha que ser contratado já foi contratado” e, para os próximos meses, já não será necessário contratar esses funcionários temporários, disse Mendieta.

O Brasil perdeu 15 pontos em perspectiva de emprego em um ano, a maior queda entre os países estudados, e cinco pontos percentuais no último trimestre. Na outra ponta da lista está o Peru, com 18%, apesar de dois em cada três empresários peruanos enfrentarem dificuldades na busca por mão de obra qualificada. O Peru é seguido por Colômbia (16%), Costa Rica (16%), Panamá (15%), Estados Unidos (14%) e México (14%).

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