Números do Setor Comer fora de casa está cada vez mais caro

Redução na freqüência de idas a pontos de venda é reflexo da mudança de hábitos alimentares do brasileiro. Comer fora de casa está cada vez mais caro. Isso é o que diz um estudo realizado pela Kantar Worldpanel. No ano de 2012, cerca de 82,2% da população priorizava a alimentação fora do lar, número reduzido para 79,7% no ano de 2013, mostrando que o brasileiro estão buscando alternativas.

Retorno ao patamar de 2011

Apesar do aumento em 14% com gastos em alimentação fora do lar, 1,2 milhões de pessoas deixaram de fazer essas refeições, o que demonstra o crescimento no custo deste item. Lanche, café da manhã e almoço foram as categorias mais impactadas.

Com esse cenário, a solução para os brasileiros foi voltar para casa e priorizar seus gastos que atualmente são com: alimentação dentro do lar, habitação e transporte. O impacto dessa volta das famílias a se alimentar dentro dos lares é sentido na cesta de produtos de consumo rápido. Após o primeiro trimestre de 2013 praticamente estável, o consumo dessas categorias voltou a crescer e chegou ao patamar que se encontrava em 2011.

Renda Familiar

O clima também ajudou para isso. O forte calor registrado no primeiro trimestre do ano e a praticidade nas escolhas das categorias fez com que os consumidores buscassem produtos voltados para a conveniência do dia-a-dia, como suco pronto para beber, sorvete e água de coco.

A renda familiar no ano de 2013 registrou um aumento de 7%, passando de R$ 2.603 em 2012 para R$ 2.779, diz também o estudo. Mas mesmo assim, o endividamento ainda é alto no Brasil onde 51% das famílias gastam mais do que ganham.

Apesar disso o brasileiro não deixou de fazer as compras do mês. De acordo com o estudo, o auto serviço voltou a apresentar um bom desempenho, assim como os atacadistas que já contribuem na mesma proporção que o varejo tradicional. Isso aconteceu pelo fato de que em 2013 todas as classes ajudaram a impulsionar o consumo, inclusive a classe D/E que ao voltar a crescer aumentou 12% o número de itens comprados por viagem.

Segundo o levantamento, apesar de ter diminuído a ida a ponto de venda a classe A/B, que representa 26% da população brasileira, teve uma representatividade de 17% no gasto médio, em valor, sobre suas compras e +5% em itens adquiridos a cada ida. Já a classe C registrou aumento de 8% em volume, 19% em valor e – 2 idas ao supermercado, mas também adquiriu +5% em itens por ocasião.

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