Alimentação fora do lar Alimentação Como está o mercado de cesta básica

Compra de itens da cesta básica caiu 28,5% nos últimos 2 anos na capital paulista de acordo com a pesquisa elaborada pelo Provar/FIA (Programa de Administração de Varejo da Fundação Instituto de Administração) e Ibevar (Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo). O volume de itens da cesta básica do paulistano apresentou uma redução de 28,5% entre fevereiro de 2011 e março deste ano. 

Os 31 produtos utilizados no estudo, divididos nas categorias Alimentação, Limpeza e Higiene Pessoal, fazem parte da cesta básica pesquisada pelo Procon/SP, e o objetivo principal da análise é verificar a evolução do volume de consumo em determinados períodos e, assim, o impacto da variação de preços.

Dentre os principais resultados obtidos, constatou-se que o consumidor paulistano perdeu, em média, 8 kg na capacidade de compra de produtos da cesta. Em 2011, o consumidor tinha um peso de 29,648 kg em produtos de sua cesta básica e em março deste ano 21,730 kg.

Os itens que mais sofreram redução do poder de compra foram justamente os campeões da mesa brasileira: feijão (em fevereiro de 2011 se comprava 1kg, já em março de 2013, 101gr); arroz (dos 5kg de 2011 passou-se aos atuais 3,137kg) e batata (o poder de compra foi de 1kg a -190gr).

De todos os produtos pesquisados apenas o açúcar apresentou elevação no poder de compra: de 717g na comparação do terceiro mês de 2013 em relação ao segundo mês de 2011, em que passou de 5 kg para 5,717 kg.

“Independentemente de sazonalidades da safra de alguns alimentos, o que se pode perceber é que a inflação prejudicou substancialmente o poder de compra de itens prioritários na cesta de compras do paulistano e que as ações governamentais ainda tendem a demorar um tempo para serem realmente sentidas no bolso dos consumidores”, afirma Claudio Felisoni, presidente do conselho do Provar/FIA e do Ibevar.

Desoneração e crédito serão usados para conter inflação dos alimentos:

Após verificar uma alta anual média de 10% nos preços dos alimentos nos últimos cinco anos, o Governo Federal tenta formular uma política para contê-los.

A principal arma a ser utilizada em breve deve ser a desoneração dos produtos que compõem a cesta básica. O projeto foi brecado no ano passado para que um grupo específico de trabalho estudasse a melhor forma de conceder as isenções fiscais, e deve ser concretizado ainda neste semestre.

Em entrevista concedida no Paraná, a presidenta Dilma Rousseff confirmou a desoneração. “Eu concordo que esses produtos têm de ser desonerados. Nós estávamos negociando com os Estados para ver se era possível eles desonerarem também, mas como está muito difícil fazê-lo, agora teremos uma iniciativa só do Governo Federal”, afirmou.

Além da isenção fiscal, o governo irá expandir o crédito rural, para ajudar os produtores de alimentos. Na última segunda-feira, Dilma Rousseff afirmou que não faltará financiamento para a agricultura neste ano. “Se gastarem o dinheiro, terá mais. O que gastarem, nós cobrimos”, prometeu.

No ano passado, segundo o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação de alimentos e bebidas foi de 9,86%. Itens básicos da alimentação das famílias, como arroz e feijão, tiveram alta superior a 30%.

 

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