Alimentação fora do lar Alimentação Congresso discute desafios da alimentação fora do lar

O ministro do Turismo, Vinícius Lages, abriu na terça-feira o 26º Congresso Nacional da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes, o mais importante evento do país sobre alimentação fora do lar. O evento debate a gestão do negócio e os principais desafios do setor.

1,5 milhão de empregos formais

De acordo com Lages, que participou da cerimônia de abertura, a gastronomia foi um dos atrativos que contribuiu para tornar satisfatória a passagem dos estrangeiros pelo Brasil. O ministro defendeu um trabalho conjunto entre o governo federal e o segmento, no sentido de expandir a atividade, praticada essencialmente por pequenos empreendimentos.

Temos o desafio de buscarmos um consenso com o parlamento e o governo federal, para que entraves que ainda impedem uma competitividade maior do setor, uma das grandes forças do turismo nacional, possam ser superados”, afirmou. O segmento de bares e restaurantes contribui com 1,5 milhão de empregos formais, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego.

O presidente executivo da Abrasel, Paulo Solmucci Júnior, falou sobre a importância do segmento de alimentação fora do lar, responsável, segundo ele, por 50% dos empregos no turismo – e defendeu a flexibilização dos contratos de mão de obra com intervalos na jornada. “Temos que cuidar permanentemente para que nossa atividade seja cada dia mais competitiva”, disse.

Criação do registro único de empreendimentos

Já o ministro do Trabalho, Manoel Dias, informou que a pasta rediscute a questão e apontou a necessidade de atualização da legislação trabalhista. “Defendemos garantias aos trabalhadores, mas devemos permanentemente atualizar normas, a fim de que o país possa se desenvolver. Vamos ouvir todos os setores e, em 90 dias, queremos baixar novas normas”, adiantou.

O ministro-chefe da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, que representou a presidenta Dilma Rousseff no evento, citou pontos da atualização da Lei Geral da Micro e Pequena Empresa, que protegem negócios menores, como o critério de faturamento da empresa (até 3,6 milhões) e não mais a atividade, para adesão ao programa, facilidades à formalização de empresas e a criação do registro único de empreendimentos.

“Pela lei, toda norma que não leve em conta o tratamento diferenciado para micro e pequenas empresas, conforme determina a Constituição, não se aplica à micro e a pequena empresa”, afirmou.

A abertura do Congresso da Abrasel, que desde 2006 ocorre na capital federal, reuniu autoridades e convidados no Hotel Royal Tulip Brasília Alvorada. As atividades do evento prosseguem até quinta-feira, com apresentações de chefs de cozinha e debates sobre gastronomia e marketing, entre outros assuntos.

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