Diversos Consumidores que compram alimentos pela web não passam de 13% do total

Apesar dos avanços das tecnologias digitais e da internet, o comércio eletrônico ainda não é um negócio forte para os supermercados brasileiros. Uma pesquisa da GfK mostra que 87% das pessoas compram comidas e bebidas em lojas físicas, com apenas 13% recorrendo ao canal eletrônico.

No caso dos produtos de limpeza, a disparidade é ainda maior, com 90% de ´preferência pelas lojas físicas. Em categorias onde o processo de compra é mais complexo e leva mais tempo, como no caso de produtos eletroeletrônicos, as vendas online aparecem de forma muito mais proeminente, chegando a 30% dos consumidores. Já 33% compram tanto no varejo físico quanto no eletrônico.

O fator que mais mobiliza a compra presencial é o desejo do consumidor de “ver e sentir os produtos antes de comprar”, citado por 57% dos entrevistados. Na compra online, o principal motivador é a economia de dinheiro, citada por 60%.

Consumidor conectado muda hábitos de compra

O estudo da GfK buscou identificar um novo tipo de consumidor, que alterou seus hábitos de compra em função das inovações tecnológicas. O “Xtreme Shopper”, como foi chamado pela empresa,  utiliza frequentemente smartphones e tablets para realizar pesquisa, comparação de preços e compra dos produtos desejados. Eles também procuram ofertas numa proporção maior que os outros e se interessam pelo uso de cupons de desconto.

No Brasil, os Xtreme Shoppers são apenas 15% do total. O percentual está abaixo da média da América Latina (18%), mas acima da Europa Ocidental (14%). Países como México (22%), Austrália (24%), Chile e Estados Unidos (26%) possuem índices maiores. Impressiona o verificado na região da Ásia e Pacífico, onde a proporção desses consumidores já é de 51% do total.

Eliana Lemos, Diretora da GfK no Brasil, aconselha os varejistas daqui a ficarem de olho no cenário asiático. “A lição do varejo na América Latina é olhar para aqueles mercados, já que sinalizam as próximas ondas de comportamentos dos consumidores”, afirma.

O estudo da GfK envolveu 14 países e 600 usuários de internet em cada um deles

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