Alimentação fora do lar Alimentação Contra crise, ramo de alimentação usa descontos e campanhas

Bares e restaurantes diminuem margem e reduzem preços para vender pratos mais baratos para mais clientes. Os serviços de alimentação fora de casa amargaram perda de 10% no faturamento nos primeiros quatro meses deste ano, segundo a regional paulista da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-SP).

Ganhos menores, despesas maiores

Para tentar escapar do tombo, alguns empresários do ramo lançam mão de estratégias que costumam dar certo: renegociar com fornecedores, cortar o lucro e dar desconto – casado com campanhas, de modo a elevar as vendas e compensar em parte a queda da margem.

Valter Sanches, proprietário da Choperia Genuíno, na região da Vila Mariana, adotou nova tática após sentir o baque no início do ano. “A frequência de clientes se manteve, mas eles estão gastando menos”, resume. Nos primeiros quatro meses de 2014, cada consumidor pagava em média R$ 67. Neste ano, R$ 53.

Os ganhos menores foram acompanhados de despesas maiores – sobretudo com água e energia elétrica. Ainda assim, a saída foi congelar os cifrões do cardápio e oferecer, no happy hour, chope ou caipirinha em dobro ou 50% de abatimento em destilados. Também renegociou com fornecedores.

“Acabei de fechar um contrato com a Heineken para ter cervejas e chopes com um desconto de 15%, e estamos passando tudo isso para o preço final. As medidas já começaram a dar resultado, e nosso faturamento de abril subiu 12% em relação ao ano passado”, diz Sanches.

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