Números do Setor Dólar e estoques altos podem levar ao pior Natal dos últimos 10...

A disparada do dólar e a desaceleração das vendas no varejo, que gerou estoques mais elevados, derrubaram as projeções mais recentes de vendas para o Natal. Segundo a CNC (Confederação Nacional do Comércio), a expectativa atual é que o volume de vendas cresça 4,5% no Natal em relação à mesma data de 2012. Se confirmada a alta, seria a menor variação em quase dez anos.

Cotada a R$ 2,39, a moeda norte-americana acumulan alta de 15,21% no ano e de 17,68% desde abril. Além disso, em uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o indicador de estoques atingiu 54,5 pontos, a maior marca desde junho de 2012. A entidade já admitiu que o estímulo à produção que viria com as encomendas de Natal deve ser atenuado pelo peso dos estoques.

As incertezas aparecem no momento em que as encomendas de fim de ano começam a serem fechadas entre o varejo e a indústria. O câmbio desvalorizado já levou os preços dos insumos industriais a uma alta de 4% nos últimos dois meses. Grandes produtoras de aço e plástico, como CSN e Braskem, por exemplo, já anunciaram reajustes nos valores cobrados.

Um dos segmentos que mais deve ser afetado é o de eletroeletrônicos, em que grande parte dos componentes é importada. “O reajuste é inevitável”, decretou Lourival Kiçula, presidente da Eletros, associação de fabricantes do setor

Alta do dólar pode elevar preço da ceia de Natal em 20%

O dólar acaba de saltar de R$ 2,25 para R$ 2,39. Essa alta deve chegar aos preços dos produtos importados pelos supermercados até o final do mês. Segundo supermercadistas ouvidos pelo Jornal O Globo, os repasses aos preços devem ficar entre 15% e 20% para importados em geral, e outros itens que utilizam insumos comprados fora do País, caso do trigo, cuja alta já está sendo repassada para os preços do pãozinho e das massas.

Com a chegada do fim de ano e das festas, os supermercados já começam suas encomendas de produtos importados e, neste momento de alta do dólar, os itens que compõem a ceia também sofrerão elevação no preço, em relação ao ano anterior. Na lista estão azeites, vinhos, bacalhau e alguns itens de higiene e beleza.

Atentas, algumas redes varejistas começam a recorrer a marcas nacionais. Caso do Walmart, que ampliou a compra de segmentos como os de azeite e vinho com rótulos locais. “Os pescados e outros alimentos natalinos importados só serão comprados em setembro, para tentar evitar essa alta”, revela Alain Benvenuti, vice-presidente da área comercial do Walmart no Brasil

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