Alimentação fora do lar Alimentação “Efeito Seleção” supervaloriza casas e enche restaurante

A chegada da Seleção Brasileira à Teresópolis mudou a rotina de grande parte da população da cidade. Com vários detalhes em verde e amarelo, a cidade respira a presença dos astros brasileiros. Porém, definitivamente, nenhum local sofre  uma alteração maior do que a região da Granja Comary.

Jeitos de lucrar o máximo

Aproveitando a passagem dos comandados de Luiz Felipe Scolari, moradores e restaurantes estão arranjando jeitos de lucrar o máximo que podem neste período. Principalmente, os donos de casas dentro do condomínio onde fica a sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). O corretor de imóveis, Marcelo Amorim, por exemplo, faz plantão próximo a barreira montada para a imprensa distribuindo cartões e oferecendo casas para alugar por um mês e 15 dias, tempo que a Seleção Brasileira ficará se preparando em Teresópolis.

“Aluguei quatro casas e tem quatro para alugar. Uma está para fechar. O aluguel é de R$ 35 mil até o fim da temporada. São cinco quartos e estamos disponibilizando uma empregada de confiança. São mais empresas de imprensa. Não tem torcedores procurando, até pelo preço alto”. De acordo com Amorim, as casas que ele está alugando não têm vista para o campo de treinamentos do Brasil. Se tivessem, o preço duplicaria. “As casas mais próximas da Granja custam até 80 mil. O pessoal que está alugando aproveitou a passagem da Seleção para alugar por um período maior”

Restaurante triplica movimento

Administrador do restaurante Olícios, que fica a apenas 100 metros dos campos de treino da Seleção, Carlos Henrique Gusmão, teve que mudar totalmente a rotina do estabelecimento, que agora fica com filas de jornalistas e turistas para comer após a chegada do time verde e amarela à Granja Comary.

“A gente aumentou uns 200% o movimento. A gente já estava planejado. Automaticamente a gente vai colocando mais gente. Dobrou o número de pessoas trabalhando, porque dobrou o movimento. Agora triplicou e a gente está contratando de acordo com a demanda”, disse Gusmão, que nunca viu um movimento tão grande na Granja Comary.

“Nosso restaurante tem 20 anos e já pegou umas duas ou três Copas aqui. Não se compara. O nível está totalmente diferente. Muito mais gente, a logística, a segurança, tudo mudou. No nosso caso para muito melhor. A gente é privilegiado por estar a apenas 100 metros da Granja Comary”.

Especializado em pratos a la carte, o empresário mudou inclusive o formato de servir a comida no restaurante, criando um buffet a R$ 20. “Nós fizemos o buffet para atender a imprensa, para quem precisa comer rápido chegar aqui. Não dá vazão. Além dos repórteres vão chegar excursões que estão vindo para cá, então aumenta o movimento”.

Apesar disso, Gusmão garante que não aumentou o preço para este período de Copa, mas que tentará fazer algo diferenciado aos fins de semana, quando tem um maior número de turistas. “Não tive que mudar preço, a casa tem o critério de primeiro agradar o cliente, para depois ser agradado. O buffet a gente pensou em aumentar o preço e voltou atrás por exemplo. No final de semana, com a presença dos turistas, a gente vai colocar um cardápio mais elaborado, mas nada com um preço fora do alcance”.

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