Alimentação fora do lar Está difícil vender bebidas no Brasil, diz executivo da Ambev

De acordo com Milton Seligman, vice-presidente de Relações Corporativas da Ambev, não anda fácil vender bebidas no País. Para ele, 2013 está sendo um ano “muito difícil” para a companhia. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Seligman afirmou que três fatores influenciam hoje a venda de bebidas no Brasil: renda, clima e preço.

” Com inflação dos alimentos em alta e o dólar valorizado, fica difícil não repassar custos nos valores dos produtos”, explica o executivo.

Um ano ruim

Seligman lembrou ainda o bom desempenho da companhia no último trimestre de 2012 e os resultados ruins dos três primeiros meses de 2013. ” Nós lemos cedo o ano, o que nos permitiu tomar decisões rápidas”, afirma o executivo. Ele acredita que a Ambev ainda pode fechar o ano com bons números de receita, apesar das vendas ruins.

No fim de agosto,a possibilidade da Ambev superar os resultados do ano passado foi descartada por Nelson Jamel, diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa. Hoje, o valor de mercado da companhia está avaliado em cerca de R$ 250 bilhões. A Ambev é uma das patrocinadoras da Copa de 2014. A esperança da empresa é que o evento desperte de novo a sede dos brasileiros.

Investimento recorde

Em compensação, o nível de investimento da cervejaria Ambev em 2014 pode seguir próximo ao de 2013 e talvez até superá-lo, disse Alexandre Medicis, vice-presidente de vendas da companhia.

Segundo Medicis, 2013 é o terceiro ano consecutivo de investimento recorde da Ambev – cerca de R$ 3 bilhões. Nos últimos três anos, a companhia investiu R$ 7 bilhões, afirmou. “Vimos cedo que ia ser um ano duro e conseguimos nos adaptar. Continuamos com investimento recorde. Revimos a estrutura, mas não deixamos de gastar.”

 

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