Alimentação fora do lar Alimentação Food Service – redes reforçam planos de expansão para 2015 e fortalece...

Tensão não é uma palavra presente no cardápio dos grandes players do food service. O Giro News apurou com redes, de variados segmentos, os planos de expansão e perspectivas para 2015. O resultado foi um otimismo unânime. “O varejo na área de alimentação é bem menos afetado que outras áreas do comércio, por ser uma necessidade e não ser algo supérfluo”, explica Fábio Marques Jr, sócio-diretor da Detroit Steakhouse.

Ritmo de Inauguração

Ao todo, foram entrevistados executivos de nove grupos de franchising*, de segmentos como pizzarias, lanchonetes, steakhouse, alimentação saudável, culinária oriental e cafeterias. Em todas, a expansão vai seguir este ano. Do total, sete das empresas consultadas projetam manter ou uma aceleração dos aportes em 2015 e apenas a Trend Foods, dona da Gendai e China In Box, e a rede Vivenda do Camarão planejam uma expansão num ritmo menor ao de anos anteriores, o que não quer dizer retração, já que seguirão abrindo lojas e investindo.

Regiões em Destaques

A dificuldade de expansão nas grandes capitais também cria uma outra unanimidade no setor de food service: o investimento em cidades do interior e um olhar com cada vez mais atenção para os mercados do norte e nordeste, além do centro-oeste, que começa a entrar no discurso das redes. “Quando saímos das grandes capitais, temos cidades de boa expressão que estão se desenvolvendo bastante, e onde os aluguéis não são tão caros, e com um público ávido por novidades vindas dos grandes centros”, afirma CEO e diretor da Nutty Bavarian, Daniel Miglorancia.

Expansão Fora dos Shoppings

O Giro News apurou também que basicamente os mesmos motivos que fazem as redes buscarem alternativas às capitais são aplicados para uma mudança de foco nos modelos de loja a serem instalados. Diversas redes, com dificuldades operacionais em shoppings, passam a apostar mais no interior dos estados e com lojas de rua, principalmente com modelos compactos, que viabilizam uma expansão num ritmo mais acelerado.

O movimento não é novo, mas o momento dos shopping centers está acelerando e impulsionando as estratégias das redes com as lojas menores, de investimento mais baixo, e na rua. “A gente tem projetos dentro disso para as nossas redes que estão dentro de grandes cidades, mas não têm potencial para uma loja padrão. Portanto, vamos lançar um projeto ainda este ano nesse sentido, num formato menor”, revela Carlos Sadaki, vice-presidente do Trend Foods.

Momento dos Shoppings

É importante ressaltar que o mercado não vai sofrer retração, mas vive um momento desafiador. A estimativa é crescer 8,5% em 2015, contra uma alta de 10,1% em 2014. Porém, o setor tem sofrido com taxas de ocupação preocupantes nos shoppings recém-inaugurados. Segundo a Alshop, no ano passado a taxa de espaços vazios alcançou a marca de 10%, a maior dos últimos dez anos. Esse problema tem afetado também boa parte das inaugurações. Tanto que, dos 26 shoppings previstos para serem inaugurados este ano, 16 são obras atrasadas, que já eram para ter iniciado as operações em 2014.

Revisão do Plano

Na mesma linha, a rede de pizzarias Patroni prepara-se para um impacto negativo nos shoppings e também pretende impulsionar seu modelo Expresso. “O cenário de queda nas inaugurações de shoppings afeta a rede de franquias no sentido de cortar expansão, ocasionando uma diminuição no número de vendas, além de um corte na curva de crescimento do mercado. Por isso apostamos em um modelo com um custo mais baixo para o investidor, em relação a unidades de shoppings”, afirma Rafael Augusto, diretor de marketing da Patroni. Segundo o executivo, esse momento preocupante dos shoppings faz com que o grupo passe a focar agora a expansão no segmento de conveniências, não mais nos shoppings.

*As empresas entrevistadas foram Bob’s, Detroit Steakhouse,  Nutty Bavarian, Patroni Pizza, Pizza Hut, Seletti, Starbucks, Trend Foods e Vivenda do Camarão.

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