Alimentação fora do lar Alimentação Franquia; um negócio promissor ou uma grande dor de cabeça.

Infelizmente muitos empreendedores apenas têm uma real noção de custos para a instalação de uma franquia após assinarem o contrato com a franqueadora. E o negócio que para alguns parecia extremamente promissor torna-se uma grande dor de cabeça.

Uma taxa de mortalidade encorajadora

Nestes 10 anos de atuação em franquias, inúmeras vezes encontrei pessoas dispostas a investir todos os seus recursos ou mesmo encarar longos financiamentos para conquistarem o sonho de serem proprietários de um negócio próprio. Não tenho a menor dúvida de que o franchising é o caminho mais seguro e promissor para estas pessoas. Basta saber que a taxa de mortalidade entre franquias é de 15%, enquanto nos demais negócios é de 80%.

A falta de planejamento financeiro certamente é um dos principais fatores a derrubar as franquias que fracassam. Soma-se a ele, o perfil do franqueado, muitas vezes sem vocação para gerir um negócio, e a incompatibilidade entre a franquia e a região em que foi instalada.

Todos os gastos devem ser colocados na ponta do lápis

Mas vamos tratar aqui da questão financeira. Ao adquirir uma franquia, infelizmente muitos empreendedores analisam apenas os valores cobrados pela franqueadora, como a taxa de adesão ao negócio e os royalties. Contudo, existe uma série de gastos iniciais que devem ser colocados na ponta do lápis antes da decisão de adesão ao negócio. Citarei aqui os gastos que devem ser considerados. Claro que eles variam conforme o tipo de negócio mas, de uma maneira geral, eles podem ser considerados os mais comuns:

1 – Compra ou aluguel do ponto comercial;

2 – Reforma do local e adequação da identidade visual, padrão da franquia;

3 – Compra de mobiliário, equipamentos, computadores e ferramentas;

4 – Instalação de estrutura para computadores, internet, telefone e energia elétrica;

5 – Custos com a abertura de empresa e com o escritório de contabilidade;

6 – Contratação de funcionários para equipe administrativa e de atendimento;

7 – Aluguel ou compra de veículos para uso comercial;

8 – Investimento em comunicação (fachada, cartões, material promocional e uniformes);

9 – Investimento em divulgação (publicidade, assessoria de imprensa e eventos);

10 – Custos com viagens para a sede da franqueadora e treinamentos iniciais;

11 – Reserva financeira de cerca de 25% do valor da franquia para capital de giro. Este ponto é extremamente importante para manter o negócio até as vendas começarem a ter volume significativo.

Antes de colocar a mão no bolso

A ansiedade pode ser uma inimiga. O melhor é sempre direcionar a energia do entusiasmo com a possibilidade de ser dono do próprio negócio para ações práticas, como o estudo minucioso da marca em questão e a projeção detalhada dos custos. Além disso, é essencial buscar informações com quem já está no mercado. Outros franqueados da marca eleita poderão oferecer uma real visão do negócio e contar a experiência deles quanto ao retorno de investimento e principais dificuldades que enfrentarão.

O melhor momento para aderir a uma franquia é aquele em que a pessoa tem consciência de quanto realmente custará o negócio e dos desafios que precisarão ser enfrentados. Com isso claro, o êxito será uma prazerosa consequência.

David Pinto é empresário com 10 anos de experiência no setor de franchising, conhecido também como “Doutor Franquia, e fundador do Grupo Resolve Franchising.

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