Indústria da Alimentação Indústria IBGE divulga informações inéditas sobre o mercado de trabalho brasileiro

Cresce nº de empregados no País, e mercado chega a 90,6 mi de pessoas. Mesmo com queda em dezembro, economia brasileira acumulou 730 mil novas vagas formais de trabalho ao longo do ano. A economia brasileira fechou 449.444 postos de trabalho com carteira assinada em dezembro, levando 2013 a registrar o pior resultado em dez anos e indicando perda de dinâmica no mercado de trabalho.

Pior desempenho anual desde 2003

No acumulado do ano passado, segundo informou o Ministério do Trabalho, a criação líquida de vagas formais no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) somou 730.687 vagas, sem ajustes, e 1,117 milhão de postos com ajustes.

Foi o pior desempenho anual desde 2003, quando o país criou 645.433 vagas formais sob o critério sem ajuste. Com ajuste, pelo menos por enquanto, também foi o pior desempenho em dez anos.

O resultado de 2013 veio bem abaixo do esperado pelo governo, que em meados do ano previa a contratação líquida de 1,4 milhão de trabalhadores em 2013. Mesmo assim, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, afirmou que a estimativa do governo é de que serão abertos entre 1,4 milhão e 1,5 milhão de empregos formais neste ano. “Tivemos crescimento do PIB que não foi alto em 2013 e a geração de empregos não pode contrariar esse prognóstico”, explicou o ministro, acrescentando que a previsão de 2014 se dá baseada em investimentos.

Pesquisa da Reuters indicava que, em dezembro, seriam fechadas 456 mil vagas, de acordo com mediana de 10 projeções, que variavam entre fechamento de 400 mil a 550 mil vagas. Um ano antes, haviam sido fechados 496.944 empregos em dezembro e abertos 868.241 postos em 2012 no dado sem ajuste e 1,373 milhão de vagas com ajustes.

Mesmo com a oferta de vagas no mercado formal de trabalho perdendo ímpeto, a taxa de desemprego geral no país continua em patamares baixos, ao mesmo tempo em que o rendimento continuou crescendo, mesmo que com ritmos mais modestos.

Pesquisa com um método inédito

Evolução trimestral do mercado de trabalho no Brasil foi registrada pelo IBGE que  divulgou informações inéditas sobre o mercado de trabalho brasileiro. A pesquisa, feita a partir de um método inédito, mostra que população desocupada no Brasil (7,3 milhões de pessoas) caiu em relação ao trimestre anterior (7,8 milhões). Em relação ao segundo trimestre de 2012, manteve-se estável. Já a população ocupada passou de 89,4 milhões no primeiro trimestre de 2013 para 90,6 milhões no segundo trimestre, acima dos 89,6 milhões do segundo trimestre de 2012.

A taxa de desocupação, no Brasil, variou em 2012 de 7,9% no primeiro trimestre a 6,9% no último trimestre, e ficou em 7,4% no segundo trimestre de 2013, conforme os primeiros resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua). Quando analisadas regionalmente, as taxas variaram de 4,3% (região Sul) a 10,0% (região Nordeste). Pela primeira vez a pesquisa permite acompanhar os movimentos de curto prazo da taxa de desocupação, nível da ocupação, taxa de atividade e outros indicadores representativos de todo o território nacional ao longo de um ano. A publicação completa com os dados divulgados hoje está disponível no site do IBGE.

No segundo trimestre de 2013, 76,4% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, um avanço de 0,9 ponto percentual em relação ao segundo trimestre de 2012 (75,5%). As taxas regionais variaram de 61,5% no Nordeste a 84,0% na região Sul, no segundo trimestre de 2013. Enquanto a taxa de desocupação ficou em 7,4% para o Brasil, no enfoque regional foram verificadas diferenças: a região Nordeste foi a que apresentou a maior taxa, 10%, e a região Sul, a menor, 4,3%.

As informações foram reveladas a partir da PNAD Contínua, cujos primeiros resultados estão sendo divulgados para Brasil e grandes regiões, para os trimestres de 2012 e os dois primeiros de 2013. A nova pesquisa permitirá a análise conjuntural do tema trabalho em todo território nacional, vai substituir as atuais Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que abrange seis regiões metropolitanas, e Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), que é nacional e produz informações referentes ao mês de setembro de cada ano.

O levantamento também mostrou a divisão de idades da população que trabalha. Segundo os dados, no segundo trimestre de 2013, os jovens do grupo entre 14 e 17 anos representavam 8,8% daqueles com idade para trabalhar. Entre os que têm entre 18 e 24 anos, a taxa ficou em 14%, enquanto que na faixa etária entre 25 e 39 anos, (29,6%). A maior parcela ficou no grupo etário entre 40 e 59 anos de idade (30,8%). Os considerados idosos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ou seja, com 60 ou mais anos de idade, somavam 16,7%.

A taxa de brasileiros com idade para trabalhar (14 anos ou mais) representou 79,5% da população total no segundo trimestre do ano passado.

No comparativo por região, Sul e Sudeste – ambas com 81,7% têm a população mais economicamente ativa, revelando uma diferença significativa entre o norte (72,9%), nordeste (77,1%) e centro-oeste (78,8%).

Comparação

Cimar Azeredo, coordenador de trabalho e rendimento do IBGE, falou sobre as diferenças entre essa PNAD Contínua e a PME, que se encerrará em dezembro deste ano e que apresentou taxa de desemprego de 6% no último levantamento, enquanto nesta nova pesquisa, ficou em 7,4%.

“Não são pesquisas comparáveis, esta nova PNAD é muito mais abrangente”, explicou Azeredo, exemplificando ainda que o levantamento atual leva em conta 3.500 municípios, contra pouco mais de mil da PME, que só levava em conta as seis maiores regiões metropolitanas brasileiras. “Agora é o Brasil como um todo, incluindo as zonas rurais também”, reforçou.

Evolução do mercado de trabalho no Brasil
INDICADOR E PERÍODO 2º TRIMESTRE DE 2013 1º TRIMESTRE DE 2013 2º TRIMESTRE DE 2012
Taxa de desocupação 7,4% 8% 7,5%
Nível da ocupação 56,9% 56,3% 57,1%
População ocupada 90,6 milhões 89,4 milhões 89,6 milhões
População desocupada 7,3 milhões 7,8 milhões 7,3 milhões

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