Alimentação fora do lar Alimentação JBS, dono da Friboi, servia carne com larvas a funcionários

Refeitório, segundo denúncia, ficava próximo a um lixão, sem telas ou cortinas que impedissem a entrada dos insetos De acordo com o IG, a JBS, dona da marca Friboi, foi condenada por dentre outras irregularidades, servir carne com larvas de moscas a funcionários de um frigorífico em Juruena, no Mato Grosso, onde trabalhavam cerca de 200 pessoas.

Condenação – R$ 1 milhão por dano moral coletivo

A empresa, porém, conseguiu reduzir a multa para R$ 300 mil – o equivalente a 0,03% de seu lucro líquido ajustado em 2013, de R$ 1,2 bilhão. Segundo um relatório do Serviço de Inspeção Federal (SIF), os trabalhadores afirmaram que “muitas das vezes encontraram insetos” na comida que lhes era servida. O refeitório, de acordo com a denúncia do Ministério Público do Trabalho, ficava próximo a um lixão, mas não contava com telas ou cortinas de ar que impedissem a entrada dos insetos. O local, que estava com as paredes emboloradas e panelas e equipamentos sujos, também não tinha equipe de limpeza: a própria auxiliar de cozinha era encarregada de limpar, inclusive as áreas externas.

Em setembro de 2013, a JBS foi condenada a pagar R$ 1 milhão por dano moral coletivo pela juíza Mônida do Rêgo Barros Cardoso, da Vara do Trabalho de Juína, que comparou o caso a uma cena de cinema.

“(…) é tão repugnante que faz lembrar a cena clássica de ‘O encouraçado Potemkin’ (filme de 1925 de Sergei Eisenstein), em que uma carne repleta de larvas de insetos é servida aos marinheiros de um navio, provocando a revolta desses trabalhadores”, escreveu a juíza.

Em junho deste ano, o Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região (Mato Grosso) reduziu a multa para R$ 300 mil. Segundo o desembargador Osmair Couto, responsável pelo caso, a nova quantia está mais em linha com o que os magistrados decidiram em processos semelhantes.

No processo, a JBS afirmou que o frigorífico de Juína foi desativado em janeiro de 2013 por tempo indeterminado. Procurada, a empresa informou que não comenta casos em andamento. Tanto JBS como o MPT-MT podem recorrer.

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