Alimentação fora do lar Na onda do food truck, paulista faz sucesso com food bike

Fotógrafo paulistano abandonou emprego para vender hambúrguer em bicicleta adaptada. Hoje, faz cerca de 100 lanches por dia. Numa época em que os food trucks começam a se popularizar pelas ruas de São Paulo, um fotógrafo paulistano descobriu meio por acaso seu talento na cozinha e resolveu pegar vácuo na tendência. Em vez de recorrer a um caminhão para vender seus lanches, Danilo Tanaka apostou na bicicleta. Criou a Bike Burger.

A idéia nasceu quando ele foi morar sozinho e viu-se obrigado a preparar as próprias refeições. “Comecei a fazer lanches e testar com os amigos nos finais de semana, e eles aprovaram”, lembra. O grande teste, porém, veio quando Tanaka se candidatou a fazer os hambúrgueres para um happy hour da editora em que trabalhava. O sucesso foi tamanho que ele assumiu a cozinha em todas as confraternizações semanais da empresa.

Ele descobriu seu talento na cozinha após sair a casa dos pais Foto: Divulgação

Ele descobriu seu talento na cozinha após sair a casa dos pais

Naquela época, o fotógrafo ia todos os dias de bicicleta para a editora – eram 45 quilômetros de ida e volta. Cansou. Não das pedaladas, do trabalho. Pediu demissão e uniu suas duas paixões: bikes e hambúrgueres.

Tanaka juntou suas economias, elaborou um projeto de customização e procurou uma empresa especializada em bicicletas cargueiras. Após três meses e R$ 30 mil investidos, tinha em mãos o modelo de food bike que queria. Passou mais um tempo elaborando o cardápio, ouvindo sugestões, e estreou o Bike Burger em 22 de setembro do ano passado, no Dia Mundial Sem Carro.

“A recepção foi ótima, as pessoas gostaram da proposta e o negócio cresceu rapidamente. Hoje, vendemos de 70 a 100 lanches de segunda a quinta, e este número dobra na sexta e no sábado”, diz.

Bike Burger – uma rede de franquias

Nos primeiros meses, Tanaka pedalava uma a duas horas por dia para levar seu negócio a diferentes pontos da cidade. No final de 2014, finalmente obteve licença junto à Prefeitura para fixar-se na esquina da alameda Rio Claro com a avenida Paulista. “Como a Paulista fica em uma subida, é difícil chegar pedalando, então estou contando com a ajuda de um carro. Mas agora estou me mudando para a região e pretendo voltar a vir apenas com a bicicleta”, diz o empresário.

Além da bike principal, ele ainda conta com outras duas, alugadas para eventos privados. Agora, ele pretende transformar a marca em uma franquia e espelhar a ideia pelo país.

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