Indústria da Alimentação Indústria Os empresários estão olhando com cautela as fusões e aquisições no mundo.

Cai apetite por fusões e aquisições no mundo e Private Equity é opção para crescer no Brasil. Os empresários estão olhando com cautela as oportunidades de fusões e aquisições (M&A, sigla em inglês) no mundo. Segundo dados do International Business Report (IBR) 2013 da Grant Thornton International, apenas 28% das empresas pesquisadas planejam operações de M&A nos próximos três anos para expandir seus negócios. No Brasil, o cenário não é diferente, onde 26% dos executivos consultados esperam crescer por meio de fusões e aquisições, percentual bem menor que os 40% registrados no ano passado. A pesquisa é feita com 12.500 empresas em 44 economias. No País, são consultadas 300 empresas.

A maioria das companhias brasileiras consultadas revelou que espera crescer por meio de aportes de Private Equity (47%) e financiamento bancário (48%). Globalmente, a maioria dos líderes pesquisados disse que espera crescer por meio de lucros retidos (62%), financiamento bancário (48%) e Private Equity (18%).

“A indústria de Private Equity está se desenvolvendo rapidamente no País aparecendo como fonte alternativa para as empresas aqui. No ano passado tivemos investimentos importantes e certamente teremos mais em 2013. Outro aspecto que vem impactando este cenário é o mercado de IPOs brasileiro, que desde o ano passado encontra-se quase paralisado”, afirma Paulo Sérgio Dortas, Managing Partner da Grant Thornton Brasil.

Entre os países que mais esperam realizar fusões e aquisições estão a Geórgia (66%), Holanda (55%), Peru (54%), Armênia (53%), Bósnia (42%), Chile (41%) e México (48%). Na contramão, aparece a Estônia (6%), Taiwan (9%), Japão (10%), Tailândia (11%) e Vietnã (12%).

Entre as empresas brasileiras que planejam fusões e aquisições, as principais razões para realização dessas transações são: ter acesso geográfico a novos mercados (67%) e a aquisição de novas tecnologias ou de marcas já estabelecidas (62%). Para 29% dos empresários locais os compradores devem ser membros da própria família. Não à toa, mesmo os que esperam realizar M&A, 74% disseram não acreditar em uma troca de controle na empresa nos próximos três anos.

“Esta é uma informação importante, já que apesar do Private Equity se apresentar como uma importante fonte de financiamento para o crescimento, os recursos da própria família ainda são vistos como uma fonte relevante a ser considerada” completa Dortas.

O IBR revelou também que a América do Norte Latina (37%) é a região onde há a maior pretensão de transações, pela América Latina (31%). Os principais objetivos com isso são conseguir aumentar escala e acessar novos mercados (63%), respectivamente.

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