Diversos Pesquisa aponta que economia crescerá mais com mudança de governo

Para 52% dos representantes do setor privado, expansão da atividade será maior se houver transição política. De acordo com a pesquisa interativa da Amcham no seminário ‘Brasil 2015 – Perspectivas para o país’, ocorrido na terça-feira (30/9), o setor privado acredita em melhor desempenho da economia se houver mudança de governo.

Expectativa para Inflação, PIB e Câmbio em 2015

A pesquisa foi realizada em tempo real durante o evento, que contou com a presença média de 400 participantes. O perfil dos respondentes é de diretores, CEOs e altos executivos de empresas de todos os portes. De acordo com os participantes da enquete, se houver mudança de governo, a maioria (52%) acredita em melhora da situação econômica. Para 41% não haverá alteração, enquanto 8% acham que ela vai se deteriorar.

Em caso de reeleição da presidente Dilma Rousseff, 66% disseram que o desempenho da economia brasileira vai piorar. Outros 27% acreditam que a situação não vai se alterar, e 7% acham que ela vai melhorar.

Quando perguntadas sobre o efeito de uma eventual reeleição de Dilma sobre o faturamento das empresas, houve equilíbrio nas respostas. Dos respondentes, 40% responderam que ele será neutro (estável), enquanto 29% aposta em crescimento. Em contrapartida, 30% acha que haverá queda nas vendas.

Em caso de mudança no governo, 63% acreditam em vendas maiores. As vendas continuam estáveis para 32%, enquanto 5% acham que o faturamento vai cair.

Cenário macroeconômico

A PESQUISA 25

Questionados sobre a evolução da inflação, PIB (Produto Interno Bruto) e Câmbio para 2015, a expectativa não é das melhores,

A maioria (46%) acredita que a geração de riquezas se manterá no mesmo nível, e há equilíbrio entre os que acham que o PIB será maior no ano que vem (28%) e aqueles que afirmam que ele vai encolher (27%).

Mais da metade dos pesquisados (57%) acha que a inflação vai subir, e 38% acredita em estabilidade. Somente 5% responderam que os preços vão cair.

Em relação ao câmbio, 62% falam em crescimento. Quase um terço (32%) das respostas são de estabilidade, e 6% são de queda. Sobre a taxa Selic, 50% acredita em manutenção [em 11% ao ano], mas 45% responderam que ela vai subir e 6% fala em queda.

Empresas avaliam o cenário político-econômico

Do ponto de vista das empresas, a expectativa é de continuidade do crescimento. A maioria (57%) acha que os lucros seguem aumentando, mas 37% dos pesquisados consideram que o retorno será o mesmo que em 2014. O ano de 2015 será pior na opinião de 9% do total.

Os investimentos previstos para o próximo ano serão mantidos no mesmo nível de 2014, conforme 53% dos entrevistados. Cerca de um terço (35%) afirma que vai aumentar o nível de aportes, e 12% pretende frear o ritmo.

O maior foco de investimentos será em estratégias comerciais (canais de venda, promoção, ações cooperadas e descontos), de acordo com 33%. Ações para ganhos de produtividade (22%) e inovação (17%) vêm em seguida.

Desempenho operacional

Para construir o resultado de 2015, 53% das empresas vão manter o quadro de funcionários inalterado. Outras 23% querem aumentar o número de colaboradores, enquanto 24% delas pretendem enxugar o montante atual.

Em relação à participação de mercado, 57% mostraram otimismo e acreditam em expansão. 37% acham que se manterão estáveis em 2015, e 6% falam em queda.

Pouco menos da metade das empresas (49%) vai manter a produção inalterada, enquanto 41% fala em expansão industrial. Os 10% mais pessimistas responderam que sua capacidade operacional deve se reduzir em 2015.

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