Alimentação fora do lar Alimentação Portal Alimentação Fora do Lar faz parceria inédita com produtores de suíno...

O segmento brasileiro da Alimentação Fora do Lar (food service) tem obtido números importantes nos últimos anos, com crescimento de 20% só entre 2011 e 2013 e 1,5 milhão de estabelecimentos atualmente. O aquecimento do setor tem favorecido o surgimento de novos negócios (de pequeno, médio e grande porte), a ampliação das redes e o aumento da concorrência.

A parceria com a Interporc da Espanha

Conhecido internacionalmente, o Portal Alimentação Fora do Lar (food service) é uma excelente fonte de pesquisa, informando desde estudantes até os profissionais consagrados, através de informações objetivas e detalhadas, cuidadosamente filtradas por uma experiente equipe, para disponibilizar aos visitantes somente o que interessa, o que agrega valor. É com este espírito que nossos jornalistas sob a coordenação da diretora de conteúdo do Portal, Márcia Bezerra, no dia 5 de abril partem rumo a Espanha em um intenso programa de visitas (cidades: Madrid, Zaragoza, Burgos,Aranjues, Toledo entre outras). O grupo visitará diversas unidades produtoras de carne suína que lideradas pela Interporc articulam uma ação espetacular para exportar seus produtos para diversos paises dentre eles o Brasil.

Os atributos da carne suina

Desde meados dos anos 70, a suinocultura deixou de ser uma típica atividade complementar e transformou-se em uma moderna cadeia produtiva, que trabalha com altos índices de produtividade integrada, e um grandioso complexo industrial. Antes, o sistema de produção era extensivo, os animais possuíam reduzido potencial genético e eram alimentados com restos de lavoura ou mesmo de comida humana; havia limitações zootécnicas e de assistência técnica, as instalações eram inadequadas, sem qualquer tipo de manejo e sanidade e o resultado era o baixo nível de produtividade e rentabilidade econômica.

Os animais geneticamente “melhorados” começaram a apresentar menores teores de gorduras na sua carcaça e a desenvolver mais massa muscular, especialmente nas suas carnes nobres, como o lombo e o pernil. Antes do desenvolvimento genético, os animais apresentavam 40 a 45% de carne magra e espessuras de toucinho de 5 a 6 centímetros. Atualmente, com a ajuda dos programas de genética e nutrição, o suíno moderno apresenta de 55 a 60% de carne magra na carcaça e apenas 1,0 a 1,5 centímetro de espessura de toucinho. A carne suína teve uma grande evolução nos últimos 20 anos, diminuição da gordura em 35%, diminuição do colesterol em 15%, diminuição das calorias em 20%, além de ser uma importante fonte de proteínas e vitaminas do complexo B. Quanto à higiene, a maioria das granjas de suínos é tecnificada e tem rígido controle sanitário e nutricional.

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou pesquisas em 1994 e 2004 para se informar sobre a preferência dos brasileiros a respeito da carne suína. No estudo de 1994, 46% dos entrevistados declararam preferirem o sabor da carne suína. Em 2004, essa preferência subiu para 49% dos entrevistados. Pesquisas recentes, mostraram que a população brasileira considera como principal ponto forte da carne suína, o seu sabor, apontado por nada menos que 92 % das pessoas entrevistadas.

Ação inédita na internet

Recentemente, uma inovação nas ações de marketing e promoção da carne suína foi realizada pela Federação de Exportadores de Carne dos Estados Unidos (USMEF). O foco foi o principal mercado de carne suína das exportações norte-americanas: o Japão. Deve-se destacar que o Japão foi o destino de 23% do volume de exportações norte-americanas, o que representa aproximadamente 36% do total exportador em termos de valor. A USMEF promoveu um seminário de culinária focado em sites especializados em alimentação incluindo blogeiros. Foram convidados pouco mais de 30 profissionais ligados a sites que apresentam uma alta taxa de penetração junto aos consumidores e são grandes impactantes sobre a percepção que os consumidores fazem de produtos e marcas. Os sites deveriam ter uma visitação mínima diária de 2 mil pessoas.

O evento ocorreu em Tóquio e teve como apresentadora Junko Ooi, uma famosa blogeira na área de culinária que tem 70 mil leitores diários. Em função da fama de Junko, o resultado foi o comparecimento de uma pequena multidão, de forma que os participantes acabaram assistindo sua atuação por telões.

A parte desta participação, o mais importante foram as reações que ocorreram a partir do seminário. Além da atenção dada pela mídia, os resultados encontrados nos sites foram muito grandes. As postagens não se limitaram a mostrar receitas e técnicas culinárias, mas foram adiante, discutindo inclusive a qualidade da carne norte-americana. Alguns sites chegaram a mencionar explicitamente a idéia de que a carne suína norte-americana apresenta um alto grau de sanidade e de fitossanidade, passando por muitas inspeções que resultam numa carne segura e adequada ao alto padrão japonês.

Na estratégia da USMEF estava a divulgação de receitas tipicamente norte-americanas. Tais receitas eram baseadas em cortes norte-americanos. Com isto, conseguiram não só divulgar a dimensão da qualidade da carne, mas também dos cortes.

A presença de vários produtores e representantes do setor suinícola no evento foi outro diferencial. Eles ficaram espalhados em diversas mesas durante o almoço, buscando um contato direto entre os profissionais e eles. Com isto, foi possível passar um pouco mais de informação e, sobretudo, mostrar confiança na produção.

A ação é idêntica na Interporc

Esta atuação é um grande exemplo a ser seguido pois apresenta diferentes estratégias capazes de fortalecer o setor. Ainda que se possa focar na capacidade de divulgação de características dos produtos norte-americanos, talvez o mais importante neste exemplo seja o contato direto com os formadores de opinião. Não se trata de fazer propaganda no sentido clássico, mas sim de convencer os formadores de opinião  e estes são os responsáveis pelo resto da comunicação. Seguramente esta é uma tendência cada vez mais sólida. É com esta visão que a Interporc, Organização Interprofissional  Agrisuína Whitecloak, reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Alimentação e Meio Ambiente (Magrama) da Espanha, representa mais de 90% do setor  espanhol, tanto da produção como da industrialização, tem como principal objetivo melhorar a imagem do sector suinícola Capa Branca na visão nacional e internacional. Para isso trabalha para melhorar a imagem dos processadores de carne de suíno e de produtos, tanto na Espanha como no exterior.

Interporc mantém projetos de pesquisa em áreas de interesse para todos os elos da cadeia de valor, com o objetivo de manter os atuais elevados padrões de saúde animal que caracterizam o sector suinícola espanhol. Entre muitas ações, podemos citar algumas iniciativas empreendidas pela Interporc, como o lançamento de uma campanha para promover a carne de porco na mídia espanhola ou o lançamento de um plano de internacionalização ambicioso para o setor, bem como as ações para educar a comunidade médica sobre a imagem que transmitem aos seus pacientes sobre a adequação do consumo de carne de porco, e tentar neutralizar os mitos e crenças infundadas que existe em relação à carne de suíno.

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