Indústria da Alimentação Indústria Preço do leite atinge maior patamar real dos últimos 13 anos

O valor bruto do produto, que inclui frete e impostos, aumentou 2,8% e chegou a R$ 1,11 o litro. O acréscimo representa 21,7% na receita do produtor. Os preços do leite pagos ao produtor continuaram subindo em setembro e alcançaram o maior patamar real dos últimos 13 anos. Dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que essa foi a oitava alta consecutiva.

Mesmo com o aumento da captação o leite valorizou

Este valor, se comparado com o de setembro de 2012, representa expressivo acréscimo de 21,7% na receita do produtor. O preço líquido chegou a R$ 1,0378 por litro, elevação de 2,3% em relação a agosto deste ano. A valorização do leite aconteceu mesmo com o aumento da captação pelas indústrias em agosto. Segundo o Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-L/Cepea), o volume comprado pelos laticínios cresceu 2,04% em agosto, sendo impulsionado especialmente pela produção do Sul do Brasil.

Na região, produtores forneceram 4,53% a mais de leite no comparativo com julho. Este avanço na produção continua atrelado ao maior poder de compra do pecuarista em relação à alimentação concentrada e também à qualidade da silagem fornecida no cocho, que juntas aumentam o desempenho das vacas em lactação. Já nos Estados do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, a captação de leite se manteve praticamente estável em agosto, movimento condizente com este período de entressafra de pastagens.

De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), apesar do aumento da oferta nacional de leite, o volume importado em equivalente leite reduziu em 8% no acumulado de janeiro a agosto de 2013 frente ao mesmo período de 2012, passando de 758,5 para 697,4 milhões de litros. A menor disponibilidade do produto importado e o elevado patamar dos preços dos derivados proporcionaram à indústria maior rentabilidade e, consequentemente, maior remuneração ao produtor em setembro.

Derivados do leite

Segundo o Cepea, os preços do leite UHT e do queijo mussarela no atacado de São Paulo se estabilizaram e a demanda começou a esfriar e a oferta de leite, aumentar, cenário que pode pressionar os valores destes derivados nos próximos meses. Em São Paulo, até o dia 27 de setembro, o leite UHT e o queijo mussarela registravam médias de R$ 2,34 ao litro e de R$ 13,17 ao quilo.

Mercado futuro

Para outubro, a expectativa de representantes de laticínios/cooperativas consultados pelo Cepea é novamente de estabilidade nos preços. Entre os compradores entrevistados, 71,3%, que representam 75,6% do leite amostrado, acreditam que os preços continuarão no mesmo patamar de setembro e 21,3% (que representam 21,6% do volume captado) indicam que haverá nova alta. Somente 7,4% dos agentes (representam 2,8% do volume) esperam redução de preços em outubro.

Preço do leite ao produtor sobe mais

Em setembro, o preço bruto do leite pago ao produtor voltou a subir em todos os Estados pesquisados. Entre os que compõem a “média Brasil”, Goiás continuou tendo o maior preço, com o litro cotado a R$ 1,1685, alta de 1,6% (ou 1,8 centavo por litro) frente à média de agosto. Minas Gerais registrou novamente o segundo maior preço, com média de R$ 1,1550 por litro, acréscimo de 3,4% (ou 3,8 centavos por litro) em relação ao mês anterior. Em São Paulo, houve reajuste de 1,4% (ou de 1,6 centavo por litro), com o litro chegando a R$ 1,1121.

No Paraná, o preço de setembro aumentou 3,2% (ou 3,4 centavos por litro), chegando a R$ 1,0926/litro. Em Santa Catarina, a média foi de R$ 1,0903 por litro, aumento de 2,1% em relação ao mês anterior (2,2 centavos por litro). Por fim, os preços do Rio Grande do Sul e Bahia também registraram altas, de 4,6% (4,6 centavos por litro) e de 2% (2 centavos por litro), respectivamente, com as médias a R$ 1,0545 por litro e a R$ 1,0402.

Já nos Estados que não fazem parte do “médica Brasil”, os preços apresentaram o mesmo comportamento. O maior patamar foi verificado no Rio de Janeiro, onde o litro alcançou R$ 1,1679, aumento de 3% (3,4centavos/litro). Na sequência, esteve o Espírito Santo, com média estadual de R$ 1,1155/litro e alta de 3,2% (3,5 centavos/litro). No Ceará, os valores também aumentaram, com variação de 3% (3 centavos/litro) e média de R$ 1,0411/litro. Em Mato Grosso do Sul, o valor pago ao produtor aumentou 4,9% (ou 4,7 centavos/litro), com o litro a R$ 1,0160.

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