Alimentação fora do lar Alimentação Qual a tendência dos preços dos alimentos

Governo prevê pressão menor dos alimentos nos preços. Segundo análise do relatório Economia Brasileira em Perspectiva, apresentado pelo Ministério da Fazenda, os alimentos terão desaceleração significativa nos próximos meses, principalmente entre maio e agosto. Esse cenário pode contribuir para que o IPCA seja menor do que os 5,8% observados em 2012, o que já será considerado um bom resultado pelo governo.

Segundo a Fazenda, “os preços dos alimentos que mais contribuíram para a inflação anual de 2012 ressaltam a importância dos choques de oferta doméstico e externo para a inflação ao consumidor”. A produção de arroz, por exemplo, foi 1,48% menor no ano passado do que em 2011. Como reflexo, este item ficou 36,7% mais caro no período, com impacto de 0,18 ponto percentual no IPCA geral.

Para Fabio Ramos, da Quest Investimentos, a tendência é que, de fato, o segundo semestre seja marcado por desaceleração dos preços, e nesse cenário os alimentos terão papel chave. Os reflexos da deflação da soja e do milho no atacado nos quatro primeiros meses deste ano devem ficar mais nítidos, já que costuma haver alguma defasagem na transmissão dessa queda. A desoneração da cesta básica também vai ajudar e Ramos não descarta que a alimentação no domicílio ficará em campo negativo em algum momento dos próximos quatro meses.

“Ainda assim, temos núcleos em patamares elevados, com alta próxima de 6% nos últimos 12 meses, e índice de difusão ainda elevado, embora decrescente”, afirma Luis Otávio de Souza Leal, economista-chefe do Banco ABC  Brasil.

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